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segunda-feira, 29 de setembro de 2025

Autodesk Navisworks

Autodesk Navisworks: A Ferramenta Essencial para Coordenação de Projetos em Engenharia e Construção

O que é o Autodesk Navisworks?

O Autodesk Navisworks é um software de revisão e coordenação de projetos que se tornou indispensável no setor da construção e engenharia civil. A sua principal função é permitir a integração de diferentes modelos 3D, provenientes de várias plataformas de modelação, como o Revit, AutoCAD, Civil 3D ou outros softwares compatíveis com o formato IFC.

Ao reunir todos os modelos num único ambiente digital, o Navisworks possibilita a análise completa de projetos complexos, facilitando a comunicação entre equipas multidisciplinares e reduzindo falhas que poderiam causar atrasos ou custos adicionais durante a execução da obra.

Além disso, o Navisworks é extremamente útil na fase de preparação da obra, pois permite visualizar o projeto por fases, acompanhando a sequência construtiva antes mesmo do início dos trabalhos em campo. Esta funcionalidade é essencial para o planeamento eficiente, já que possibilita:

  • Planeamento das fundações: simular a escavação, execução de sapatas ou estacas, e a sequência de betonagem, identificando antecipadamente possíveis interferências com redes técnicas subterrâneas.

  • Montagem de estruturas: prever a ordem de execução de pilares, vigas e lajes, garantindo que não existem conflitos entre os elementos estruturais e os acessos necessários para gruas ou equipamentos.

  • Coordenação das redes prediais: visualizar a instalação de tubagens, cablagens e condutas de AVAC de forma faseada, assegurando que cada especialidade entra no momento certo, sem sobreposição ou atrasos.

  • Gestão logística no estaleiro: antecipar a chegada de materiais, a utilização de equipamentos de elevação e a movimentação de veículos, reduzindo riscos de congestionamento ou atrasos.

Esta capacidade de simulação faseada oferece uma visão clara do que vai acontecer em cada etapa, permitindo que engenheiros, projetistas e gestores de obra tomem decisões fundamentadas antes da execução. O resultado é uma obra mais organizada, com menos imprevistos, maior controlo de custos e prazos, e uma execução alinhada com o planeamento inicial.

Visualização em 3D: Uma Nova Perspetiva da Construção

Uma das maiores vantagens do Autodesk Navisworks é a sua poderosa visualização em 3D. Em vez de analisar apenas desenhos bidimensionais, que podem ser difíceis de interpretar para profissionais de áreas diferentes, o Navisworks cria um ambiente digital tridimensional onde tudo pode ser explorado em detalhe.

Esta visualização imersiva permite:

  • Explorar o projeto como se fosse uma maquete digital: é possível percorrer corredores, entrar em divisões e observar como ficará o edifício finalizado.

  • Avaliar a estética e funcionalidade: clientes e investidores conseguem compreender melhor o espaço, a volumetria e a integração de diferentes sistemas.

  • Detetar problemas de acessibilidade: verificar se há espaço suficiente para circulação, passagem de equipamentos ou acessos de emergência.

  • Comunicar de forma clara: projetistas conseguem mostrar o projeto a pessoas sem formação técnica de uma forma simples e intuitiva.

A possibilidade de rodar o modelo, aplicar cortes em tempo real e até visualizar elementos em camadas separadas dá ao utilizador um controlo total sobre o projeto. Isto significa que qualquer incompatibilidade, que poderia passar despercebida em desenhos técnicos, é facilmente identificada no ambiente tridimensional.

Simulação 4D: O Projeto em Movimento

A funcionalidade de simulação 4D vai além da visualização estática. O Navisworks permite associar o modelo 3D ao cronograma de execução da obra, criando uma sequência animada que mostra como o projeto vai sendo construído ao longo do tempo.

Na prática, esta funcionalidade possibilita:

  • Ver a evolução da obra passo a passo: desde a fase inicial de terraplanagem até à colocação dos acabamentos.

  • Comparar planeamento vs. execução real: ajuda os gestores de obra a monitorizar se os prazos estão a ser cumpridos.

  • Apresentar o projeto a clientes de forma dinâmica: mostrando em vídeo o que será feito em cada semana ou mês.

  • Analisar o impacto de alterações no cronograma: se houver um atraso numa fase, é possível prever como isso afetará as etapas seguintes.

Esta visão temporal é essencial para obras complexas, onde a coordenação entre várias equipas e especialidades é crítica para evitar atrasos e sobreposição de trabalhos.

Integração com Outras Ferramentas BIM

O Navisworks não funciona isolado. Pelo contrário, o seu maior trunfo é a capacidade de integrar modelos e dados de diversas plataformas BIM. Entre as integrações mais comuns destacam-se:

  • Revit (arquitetura, estruturas e MEP).

  • AutoCAD e Civil 3D (infraestruturas e desenho técnico).

  • Formatos IFC (compatibilidade com softwares de terceiros).

  • MS Project e Primavera (gestão de prazos e simulação 4D).

Graças a esta interoperabilidade, o Navisworks atua como o ponto de encontro de todas as disciplinas, permitindo que cada equipa trabalhe no seu software preferido, mas que o resultado final seja coordenado num único ambiente digital.

 Autodesk Navisworks é muito mais do que um software de visualização: é uma ferramenta de planeamento, coordenação e comunicação que pode transformar por completo a forma como os projetos de engenharia e construção são desenvolvidos e executados.

Com a possibilidade de visualizar modelos em 3D, de simular a execução em 4D e de analisar o projeto por fases, este programa ajuda a antecipar problemas, otimizar recursos e melhorar a comunicação entre todos os intervenientes.

Na fase de preparação da obra, o Navisworks destaca-se como uma solução indispensável, pois garante que cada detalhe é pensado antes de se passar para o terreno, evitando custos inesperados e atrasos.

Para engenheiros, arquitetos, projetistas e gestores de projeto, o domínio desta ferramenta representa não apenas um ganho de produtividade, mas também uma vantagem competitiva num setor cada vez mais orientado para a digitalização e para o BIM.




quarta-feira, 24 de setembro de 2025

BIM - O QUE É ?

 

BIM: O Futuro da Construção Digital em Portugal

O setor da construção está a atravessar uma profunda transformação digital e o BIM (Building Information Modeling) está no centro desta mudança. Mais do que uma tecnologia, o BIM é uma metodologia de trabalho que integra informação, pessoas e processos num modelo digital colaborativo. Em Portugal, esta abordagem começa a consolidar-se, impulsionada por normas, legislação europeia e pela crescente necessidade de eficiência e sustentabilidade.

Neste artigo, vamos explicar em detalhe o que é o BIM, como se relaciona com o software Autodesk Revit, o papel fundamental dos ficheiros IFC, quais as normas existentes em Portugal, e de que forma esta metodologia representa o futuro da engenharia e arquitetura.

O BIM (Building Information Modeling) pode ser definido como uma metodologia que utiliza modelos digitais para representar física e funcionalmente os elementos de uma construção. Ao contrário do CAD tradicional, que apenas representa linhas e geometrias em 2D ou 3D, o BIM inclui informação associada aos elementos – materiais, custos, vida útil, desempenho energético, fichas técnicas, e até informação para operação e manutenção.

Um modelo BIM não é apenas um desenho. É uma base de dados integrada que acompanha todo o ciclo de vida do edifício:

  • Conceção e projeto: facilita a coordenação entre arquitetos, engenheiros e projetistas.

  • Construção: fornece informação precisa para empreiteiros e fornecedores, reduzindo erros e desperdícios.

  • Operação e manutenção: permite ao dono de obra gerir o edifício de forma eficiente durante décadas.

Assim, o BIM representa uma evolução cultural e tecnológica, em que todos os intervenientes trabalham de forma colaborativa sobre um modelo único e federado.

O Autodesk Revit é um dos softwares mais utilizados para aplicar a metodologia BIM. Trata-se de uma ferramenta que permite criar modelos paramétricos inteligentes, em que cada elemento (pilares, paredes, portas, condutas, cablagens, etc.) possui informação detalhada associada.

O Revit integra várias disciplinas num só ambiente:

  • Arquitetura: modelação de espaços, fachadas, acabamentos.

  • Estruturas: cálculo e dimensionamento de elementos estruturais.

  • MEP (Mechanical, Electrical and Plumbing): sistemas de AVAC, hidráulica, eletricidade e telecomunicações.

Ao trabalhar com Revit, o projetista não cria apenas desenhos, mas sim um modelo de informação digital que pode ser exportado em diferentes formatos, incluindo IFC (Industry Foundation Classes), essencial para a interoperabilidade entre softwares de diferentes fabricantes.

O que são ficheiros IFC?

O IFC (Industry Foundation Classes) é um formato de ficheiro aberto e normalizado, desenvolvido pela buildingSMART International, que permite a troca de informação entre diferentes softwares BIM.

Em termos simples, o IFC funciona como uma “língua comum” entre aplicações. Enquanto o Revit utiliza o seu formato nativo (RVT), outros softwares como ArchiCAD, Tekla ou Allplan têm também formatos próprios. Para que todos possam partilhar modelos e informação sem perda de dados, utiliza-se o IFC como formato intermediário.

Características principais do IFC:

  • Formato aberto e não proprietário: qualquer empresa pode utilizá-lo sem pagar licenças.

  • Normalizado internacionalmente: aprovado pela ISO (ISO 16739).

  • Contém geometria e dados: inclui não só a forma dos objetos, mas também propriedades como material, fabricante, resistência, desempenho, etc.

  • Facilita a colaboração: permite que arquitetos, engenheiros e gestores de obra trabalhem em conjunto, mesmo usando softwares diferentes.

Este formato é fundamental para garantir que um projeto BIM não fica preso a um único fornecedor de software, promovendo a interoperabilidade e a longevidade dos dados.

Normas BIM em Portugal

Em Portugal, a implementação do BIM tem sido apoiada por normas e documentos técnicos alinhados com os referenciais europeus e internacionais. Algumas referências importantes incluem:

  • ISO 19650 (adotada como NP EN ISO 19650): norma internacional que define a gestão da informação em projetos BIM, desde a conceção até à operação do ativo.

  • NP EN ISO 16739: norma que oficializa o formato IFC como padrão internacional.

  • CEN/TC 442: comité europeu de normalização para o BIM, que influencia a adoção em Portugal.

  • Guia BIM da PTPC (Plataforma Tecnológica Portuguesa da Construção): documento que orienta a implementação prática do BIM em território nacional.

  • Norma Portuguesa NP 4512: relacionada com sistemas de gestão de ativos, aplicável em fase de operação, com ligação ao BIM.

Além das normas, destaca-se o roteiro de digitalização do setor da construção em Portugal, que prevê a utilização obrigatória do BIM em concursos públicos de obras de grande dimensão, alinhando o país com a diretiva europeia 2014/24/EU sobre contratação pública.

O futuro da construção será indissociável do BIM. As tendências apontam para um aumento da exigência em projetos públicos e privados, bem como para a integração com outras tecnologias digitais:

  • Digital Twins (Gémeos Digitais): réplicas digitais de edifícios ou infraestruturas, que permitem simular e monitorizar o seu comportamento em tempo real.

  • Construção 4.0: integração do BIM com IoT (Internet of Things), sensores, robótica e realidade aumentada.

  • Sustentabilidade: o BIM permite analisar o desempenho energético e ambiental dos edifícios, ajudando a atingir metas de neutralidade carbónica.

  • Automatização e inteligência artificial: processos como verificação de normas, geração de orçamentos e planeamento de obra poderão ser feitos automaticamente a partir do modelo BIM.

  • Maior obrigatoriedade legal: tal como já acontece em países como Reino Unido, Noruega e Espanha, espera-se que Portugal adote gradualmente a obrigatoriedade do BIM em todas as obras públicas relevantes.

BIM é muito mais do que uma ferramenta tecnológica: é uma nova forma de trabalhar, baseada na colaboração e na partilha de informação. O Revit é um dos softwares mais usados nesta metodologia, mas a verdadeira força do BIM está na capacidade de interoperar através do formato IFC, garantindo que todos os intervenientes comunicam de forma eficaz.

Em Portugal, a adoção do BIM está a crescer, sustentada por normas internacionais como a ISO 19650 e pela pressão da União Europeia para digitalizar o setor da construção. O futuro aponta para uma integração cada vez maior entre BIM, gémeos digitais e tecnologias emergentes, tornando a construção mais eficiente, sustentável e competitiva.

O desafio para profissionais, empresas e entidades públicas será acompanhar esta revolução digital, adaptando processos, investindo em formação e garantindo que o setor da construção em Portugal não fica para trás na corrida global da inovação.



domingo, 21 de setembro de 2025

Autodesk Revit

 

Autodesk Revit: A Revolução do BIM na Engenharia e Arquitetura

O Autodesk Revit é atualmente uma das ferramentas mais poderosas no mundo da engenharia e da arquitetura. Baseado na metodologia BIM (Building Information Modeling), o Revit deixou de ser apenas um software de desenho para se tornar numa verdadeira plataforma de gestão e coordenação de projetos de construção. Hoje, é praticamente impossível falar em projetos de qualidade sem mencionar o Revit, já que a sua utilização se tornou global entre arquitetos, engenheiros e projetistas.

Uma das grandes vantagens do Revit é a sua versatilidade. O software pode ser utilizado em múltiplas especialidades, desde arquitetura, estruturas e estabilidade, até às áreas de hidráulica, AVAC e eletricidade. Cada disciplina pode trabalhar no mesmo modelo digital, o que reduz erros, facilita a compatibilização e melhora a comunicação entre equipas.

Além da modelação 3D, o Revit é conhecido pela extração automática de quantidades. Desde que o modelo esteja corretamente desenvolvido, é possível obter medições e listas de materiais de forma imediata e precisa, eliminando o trabalho manual e minimizando falhas. Isto representa uma enorme poupança de tempo e garante maior rigor nos orçamentos e planeamento.

Outro ponto de destaque é a integração com o Dynamo, um módulo que permite programar dentro do Revit. Com esta ferramenta, é possível automatizar tarefas repetitivas, criar geometrias complexas, desenvolver rotinas de verificação de normas ou até gerar projetos inteiros com base em parâmetros definidos. O Dynamo abre um mundo de possibilidades para engenheiros e arquitetos que procuram otimizar os seus fluxos de trabalho.

Em termos de funcionalidades, o Revit não fica atrás do tradicional AutoCAD. Na verdade, tudo o que pode ser feito em CAD é possível no Revit, mas com a grande vantagem de ser paramétrico, inteligente e integrado. Cada elemento modelado não é apenas um desenho, mas sim uma peça de informação que se relaciona com todo o projeto.

Por estas razões, o Autodesk Revit é hoje considerado um padrão no setor da construção. A sua capacidade de unir várias disciplinas num único modelo BIM, de gerar dados automáticos e de integrar programação visual com Dynamo, torna-o numa ferramenta essencial para quem quer trabalhar de forma moderna, eficiente e competitiva.



quinta-feira, 18 de setembro de 2025

Autodesk Vehicle Tracking: Simulação de Veículos em Rotundas e Estradas com o Civil 3D

 O Autodesk Vehicle Tracking é uma ferramenta avançada de análise de tráfego e simulação de veículos, concebida como addon para o Civil 3D, que permite engenheiros civis, urbanistas e projetistas de estradas avaliar com precisão a circulação de veículos em projectos de infraestruturas viárias. Este software é especialmente útil em rotundas, cruzamentos e acessos a infraestruturas complexas, garantindo que todos os veículos — desde carros ligeiros até autocarros urbanos ou veículos pesados — possam circular de forma segura e eficiente.

O Vehicle Tracking é um complemento do Autodesk Civil 3D que integra ferramentas de análise de trajectórias de veículos, permitindo:

  • Simulação de movimentos de veículos em estradas, rotundas e intersecções.

  • Verificação de acessibilidade de autocarros e veículos pesados, garantindo que conseguem realizar curvas sem colisões.

  • Planeamento e otimização de geometria viária, evitando problemas de trânsito ou espaço insuficiente.

  • Criação de relatórios detalhados e animações das trajectórias dos veículos, facilitando a comunicação com clientes e entidades reguladoras.

Este addon funciona com tabelas de veículos predefinidas, que incluem desde carros ligeiros, camionetas, autocarros urbanos, camiões de transporte e até veículos especiais, permitindo simular situações reais de trânsito.

Uma das aplicações mais importantes do Vehicle Tracking é na verificação de rotundas. Ao projetar uma rotunda, é fundamental garantir que:

  1. Todos os veículos conseguem circular sem sair do traçado da via.

  2. Autocarros e camiões conseguem completar a manobra sem invadir passeios ou zonas de segurança.

  3. A geometria da rotunda está optimizada para o fluxo de tráfego previsto, evitando congestionamentos.

Com o Vehicle Tracking, o engenheiro pode:

  • Desenhar a rotunda no Civil 3D com precisão topográfica.

  • Inserir os perfis e larguras das faixas de circulação.

  • Seleccionar o tipo de veículo a simular (por exemplo, um autocarro urbano ou um camião de 18 m).

  • Gerar trajectórias reais e visualizar animações das curvas, identificando pontos críticos onde o veículo poderia tocar no bordo ou sair da faixa.

Esta abordagem permite corrigir a geometria antes da construção, poupando tempo e custos, e garantindo que a rotunda cumpre as normas de segurança rodoviária.


Principais funcionalidades do Vehicle Tracking

  • Simulação de trajetória (swept path analysis): Analisa a trajetória real de veículos ao realizar curvas ou manobras.

  • Biblioteca de veículos: Inclui veículos padrão nacionais e internacionais, com possibilidade de criar veículos personalizados.

  • Integração total com Civil 3D: Trabalha diretamente nos modelos de superfícies, alinhamentos e corredores.

  • Geração de relatórios automáticos: Exporta relatórios detalhados com imagens, trajectórias e tabelas, essenciais para aprovação de projectos junto das câmaras municipais.

  • Animações 3D: Permite criar animações para apresentações, mostrando como veículos grandes circulam na rotunda.


Benefícios de usar o Autodesk Vehicle Tracking

  1. Segurança rodoviária: Minimiza risco de acidentes devido a falhas de geometria ou insuficiência de espaço.

  2. Eficiência no projeto: Reduz erros e retrabalhos no dimensionamento de rotundas e acessos.

  3. Compatibilidade com normas: Ajuda a cumprir normas nacionais e europeias de circulação rodoviária.

  4. Visualização avançada: Facilita apresentações e aprovações de projeto para entidades públicas ou privadas.

O Autodesk Vehicle Tracking é uma ferramenta indispensável para qualquer projeto de engenharia civil que envolva rotundas ou estradas complexas. Ao permitir simular a circulação de veículos de diferentes dimensões, garante segurança, eficiência e conformidade normativa, integrando-se perfeitamente no Civil 3D.

Se pretende garantir que os carros, autocarros e veículos pesados conseguem circular corretamente nas suas rotundas, o Veichle Tracking é a solução ideal para os seus projetos.

Exemplo Veichle Tracking




quinta-feira, 11 de setembro de 2025

CIVIL 3D

 O Autodesk Civil 3D tornou-se uma das ferramentas mais completas para engenheiros civis que trabalham em projetos de infraestruturas. Se durante muitos anos o AutoCAD foi a base para o desenho técnico em engenharia, hoje o Civil 3D vai muito além disso, ao integrar capacidades de modelação inteligente, análise de dados e gestão de projetos que permitem desenvolver soluções de forma mais eficiente e precisa.

Enquanto o AutoCAD é essencialmente uma plataforma de desenho assistido por computador, o Civil 3D utiliza o mesmo ambiente gráfico mas acrescenta um poderoso conjunto de funcionalidades dedicadas à engenharia civil. Isto significa que, para além de criar desenhos técnicos, é possível trabalhar com modelos tridimensionais dinâmicos, aplicar normas de projeto, calcular volumes, analisar drenagens e até prever o comportamento de sistemas viários e hidráulicos.

Na área das estradas, o Civil 3D destaca-se pela capacidade de gerar automaticamente perfis longitudinais, seções transversais e modelação do terreno. O engenheiro pode definir eixos, alinhar cotas e estudar traçados de forma paramétrica, o que facilita a comparação de alternativas e reduz erros. Além disso, os modelos criados são dinâmicos: qualquer alteração num ponto do projeto atualiza automaticamente todo o desenho, algo impossível de conseguir apenas com o AutoCAD.

No campo da hidráulica, o software integra ferramentas para dimensionamento de sistemas de drenagem pluvial e redes de saneamento. É possível modelar tubagens, caixas de visita e condutas, associando-lhes informação realista e verificando o comportamento em diferentes cenários de caudal. Essa integração permite não só projetar redes complexas, mas também analisar interferências com outras especialidades e garantir maior fiabilidade nas soluções.

Outro ponto forte do Civil 3D é o trabalho com modelos digitais do terreno (MDT). Através da importação de levantamentos topográficos, o software permite criar superfícies realistas, calcular volumes de escavação e aterro e até simular movimentações de terras. Este aspeto é fundamental em projetos de loteamentos, plataformas industriais e obras lineares, onde o controlo de volumes tem impacto direto nos custos da empreitada.

Comparado com o AutoCAD, o Civil 3D representa uma evolução natural para os profissionais de engenharia civil. Enquanto o primeiro se limita a desenhar linhas, polígonos e sólidos de forma estática, o segundo trabalha com objetos inteligentes que carregam informação. Um eixo rodoviário, por exemplo, não é apenas uma linha: contém dados de cotas, declives, raios de curvatura e relações diretas com perfis e seções. Essa inteligência do modelo permite maior controlo do projeto e reduz a probabilidade de erros em obra.

Em termos de colaboração, o Civil 3D também oferece vantagens significativas. Os modelos podem ser partilhados entre equipas, integrando-se com outros softwares da Autodesk, como o Revit e o InfraWorks, ou exportados para formatos compatíveis com BIM. Esta interoperabilidade facilita a comunicação entre diferentes especialidades e reforça a tendência atual de digitalização na construção.

Assim, o Civil 3D não substitui o AutoCAD, mas expande-o. Para um engenheiro civil, a diferença está entre utilizar uma ferramenta de desenho ou uma plataforma de projeto completa. Quem trabalha em estradas, urbanizações, redes hidráulicas ou em qualquer obra de infraestruturas encontrará no Civil 3D uma solução que alia precisão técnica, produtividade e integração digital, tornando-o num software indispensável para a prática da engenharia moderna.