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terça-feira, 26 de novembro de 2024

Software e Textos para a Voyage

 Deixo aqui o link de uma drive com software de programas de cálculo para engenheiro civis por na voyage 200 ou na inspire assim como uma coleção de textos

https://app.box.com/s/o57h2tb91o#1:9642080

Legislação

 Recomenda-se a consulta de alguns sites que incluem legislação pertinente, nomeadamente:


http://www.portugal.gov.pt/Portal/PT


http://dre.pt/


http://lexius.no.sapo.pt/legislacao.html


http://www.urbanismo-portugal.com/legislacao/legislacao_1.html


http://www.dgotdu.pt/PresentationLayer/dgotdu_site_leg00.aspx


http://www.moptc.pt/?id_categoria=7


http://www.ordemengenheiros.pt/Default.aspx?tabid=119


http://www.iapmei.pt/iapmei-leg-02.php?action=ambito&lsubtema=4&ltema=7&ambito=1


http://www.inci.pt/Portugues/Legislacao/Paginas/Legislacao.aspx


http://www.aecops.pt/pls/daecops2/!aecops_web.show_page?action=home_bd&p_sessao=


http://www.simap.eu.int/index_pt.html


http://www.aeportugal.pt/inicio.asp?Pagina=/Areas/HigieneSegTrab/Legislacao&Menu=MenuHST


http://www.epralima.pt/inforadapt/index.php/inforadapt/inforadapt/biblioteca_digital/legisla_o_nacional/nacionais/estaleiros_tempor_rios_ou_m_veis/dec_lei_n_41820_de_11_de_agosto_de_1958


http://www.ehsportugal.com/


Também alguns Municípios incluem nos seus sites, a legislação em vigor na área respectiva; sugere-se a consulta, entre outros, dos seguintes:


http://www.cm-porto.pt/


http://www.cm-guimaraes.pt/pagegen.asp?SYS_PAGE_ID=450151


http://www.cm-braganca.pt/pagegen.asp?SYS_PAGE_ID=464996


http://www.cm-torresnovas.pt/municipe/dau/default.asp


http://www.cm-seixal.pt/loja/loj_construir.html


Recomenda-se ainda a leitura de alguns sites de conteúdo jurídico com apoio técnico muito interessante, nomeadamente:



http://www.negocios.pt/superemprego/apoio_juridico/apoio_juridico_index.htm


http://www.ccdr-lvt.pt/content/index.php?action=detailFo&rec=175


http://www.lexportugal.com/LexPortugal/


http://www.iapmei.pt/iapmei-ins-01.php?tema_id=2&tema_sub_id=33&artigo_id=136


http://www.aeportugal.pt/inicio.asp?Pagina=/Areas/Juridico/Servicos&Menu=MenuJuridico


http://www.estig.ipbeja.pt/~ac_direito/introdhome.html

sábado, 23 de novembro de 2024

Folhas de Cálculo - APTA REDE DE INCÊNDIO

 Também uma ferramenta que uso muito para dimensionar redes de incêndio são as folhas da APTA, apesar de possuirem algumas limitações em relação ao número de linhas são bastantes uteis para um cálculo rápido 


Aqui

Projeto de Especialidade: Rede de Incêndio

 Uma sub-especialidade do projeto de abastecimento de água e muitas vezes incluido no próprio projeto de abastecimento de água , é o projeto de rede incêndio.

O projeto de uma rede de incêndio consiste no planeamento e dimensionamento de um sistema hidráulico destinado à prevenção e ao combate de incêndios em edifícios ou instalações. Este tipo de projeto é essencial para garantir a segurança de pessoas, bens e estruturas, assegurando ainda o cumprimento das normas legais e regulamentações em vigor em Portugal, como o Regulamento Técnico de Segurança contra Incêndios em Edifícios (RT-SCIE).

Uma rede de incêndio tem como objetivo fornecer água em quantidade e pressão adequadas para o combate a incêndios, garantindo que o sistema seja eficiente e funcional em situações de emergência. Para isso, o projeto deve considerar uma série de elementos essenciais, como a fonte de abastecimento de água, que pode ser uma ligação à rede pública, reservatórios próprios ou sistemas específicos de armazenamento, as bombas de incêndio, responsáveis por assegurar a pressão necessária, e as tubagens, que transportam a água desde a fonte até aos pontos de utilização. Estes pontos, como hidrantes, bocas de incêndio ou sistemas de sprinklers, são os equipamentos que permitem a atuação direta no combate ao fogo.

O desenvolvimento do projeto passa por várias etapas. Inicialmente, realiza-se um estudo preliminar que avalia os riscos específicos do edifício, o tipo de ocupação e as categorias de risco previstas na legislação. De seguida, procede-se ao dimensionamento hidráulico, onde são definidos o diâmetro das tubagens, a pressão e o caudal necessários. Após esta fase, é planeado o traçado da rede, determinando o percurso das tubagens e a localização dos componentes de forma a cobrir adequadamente todas as áreas críticas do edifício. Por fim, são selecionados os materiais e equipamentos que cumprem as normas de segurança e qualidade, e elaborados os desenhos técnicos que representam detalhadamente o sistema, acompanhados por uma memória descritiva e justificativa que explica os critérios adotados no projeto.

Um projeto de rede de incêndio bem elaborado proporciona inúmeras vantagens, como a garantia de segurança para os ocupantes do edifício, a redução de danos materiais e a minimização do risco de perdas humanas em caso de incêndio. Além disso, assegura o cumprimento das obrigações legais e dos requisitos das seguradoras, permitindo ainda uma otimização dos recursos e uma redução nos custos operacionais. Por esta razão, é fundamental que este trabalho seja realizado por profissionais qualificados, com conhecimentos técnicos especializados e experiência na área, de forma a assegurar a eficácia e a fiabilidade do sistema em qualquer situação de emergência.




quinta-feira, 14 de novembro de 2024

CASO DE ESTUDO: EXEMPLO DE PROJETO DE ABASTECIMENTO

 Gostaria de mostrar um dos primeiros projetos que fiz de abastecimento de água, super simples e fácil de entender.




        Aqui vemos a rede de abastecimento, sendo a rede exterior em PEAD e depois entra dentro da habitação em PPR, podia ser em multicamada ou PEX mas neste caso optou-se por PPR. em que abastece os equipamentos.



    Todos os projectos de abastecimento devem ter uma isometria para o instalar ter a noção das alturas em que andam os tubos.Esta Isometria foi obtida utilizando o software de cálculo CYPE.
    

Por fim, temos os pormenores que devem conter toda a informação importante







segunda-feira, 11 de novembro de 2024

Hidráulica Predial : Projeto de Rede Predial de ab

 

Projeto de Rede Predial de Abastecimento de Água 


     Os projetos de redes prediais de águas pretendem garantir o abastecimento de água, em condições de segurança e qualidade. Estes projetos abrangem peças escritas e desenhadas que devem ser submetidos às entidades locais, câmara municipal e entidade gestora de água, para o licenciamento de novos edifícios e reabilitação de redes já existentes. 

     A elaboração de um sistema predial de abastecimento de água divide-se em duas fases, inicialmente no desenho do traçado do sistema e depois o seu dimensionamento.

     Na elaboração do traçado é necessário ter em conta as características do edifício, assim como da rede que o vai abastecer, tendo sempre em vista o cumprimento do regulamento em vigor. 

     O dimensionamento da rede tem de ser feito de acordo com o regulamento em vigor e tem como principal objetivo determinar os diâmetros necessários nas diferentes zonas do traçado garantindo a pressão adequada. 

     No início também é necessário proceder à seleção de materiais de tubagens, a discutir com o dono de obra ou coordenador de projeto, qual o tipo de sistema ou equipamento, a considerar para a produção de águas quentes sanitárias (AQS). A seleção do tipo de material a aplicar considera fatores como custa, tipo de composição química da água, e se a tubagem andará enterrada, ou embebida. 

    Para os sistemas de AQS, as soluções mais usuais são sistemas de bomba de calor e sistemas solares térmicos. Depois de estar definido as características inicias do projeto, inicia-se o traçado da rede de água fria, que começa no contador, que ficará localizado sempre que possível no muro ou fachada do edifício no limite da propriedade.

    O traçado de água fria posteriormente, desenvolve-se até cada um dos pontos de água pré-definidos no layout da arquitetura. No exterior da habitação, o traçado desenvolve-se a partir do contador até possíveis caixas de rega, torneiras pontuais, sistemas de bombagem de piscinas, etc. 

    Já no interior da habitação, o trajeto das tubagens de água fria, que se pode realizar pelo teto falso, pelo pavimento ou pelas paredes e pode desenvolver-se ao longo de um corredor ou hall e posteriormente ramificar-se para as diversas divisões da casa com pontos de água instalações sanitárias, lavandarias, cozinhas, garagem e casa de máquinas. 

     Por sua vez, no que diz respeito à rede de água quente, a mesma inicia-se no aparelho produção de águas quentes sanitárias e desenvolve-se, pelo pavimento, teto falso ou paredes, para as diversas divisões, da mesma forma que a água fria, mas sempre a um nível superior, devendo estar afastadas pelo menos 50 mm. Este afastamento é de modo a evitar a degradação do material dos tubos.

À entrada de cada compartimento, de forma a assegurar a possibilidade de corte do abastecimento da divisão sem condicionar os restantes compartimentos, deverão existir uma válvula da rede de água quente e uma válvula da rede de água fria, de acordo com a Figura 

    Após a definição de todos os aspetos relacionados com o traçado completo da rede, procede-se ao cálculo para determinar os diâmetros e as pressões nos diversos ramais que constituem a rede projetada.

       O dimensionamento de uma rede de abastecimento pode ser efetuado com o auxílio de uma folha de cálculo especialmente programada para este propósito ou com um software como o cype 2024, onde se consideram os pressupostos do regulamento e as características do material escolhido.

    O regulamento atualmente em vigor em Portugal para projetos de distribuição de água é o Decreto Regulamentar n.º 23/95, de 23 de agosto – Regulamento Geral dos Sistemas Públicos e Prediais de Distribuição de Água e de Drenagem de Águas Residuais.

     Este regulamento estabelece a metodologia de cálculo para a obtenção dos diâmetros de cada uma das tubagens da rede, diâmetros esses que são determinados em função dos caudais de cálculo, das velocidades de escoamento e das perdas de carga nas canalizações.

    O cálculo começa pela determinação dos caudais de cálculo, resultantes da aplicação de um coeficiente de simultaneidade, que representa a probabilidade de funcionamento simultâneo de aparelhos, a um caudal acumulado. 

    O coeficiente de simultaneidade, que assume valores inferiores à unidade e permite reduzir o valor do caudal acumulado obtido, de modo a evitar o sobredimensionamento das tubagens da rede.

    O caudal acumulado define-se como o somatório dos caudais instantâneos associados aos aparelhos existentes a jusante de um determinado troço da rede. Estes caudais instantâneos, estabelecidos para cada tipo de dispositivo de utilização, estão definidos na tabela do anexo IV do DR n.º 23/95.


    As velocidades de escoamento dentro das tubagens são calculadas utilizando ábacos e formulas com base no caudal de cálculo determinado e no diâmetro, podem ser ajustadas considerando fatores como a perda de carga, a rugosidade da tubagem e o tipo de fluido.

    Estabelecer limites para essas velocidades é essencial para evitar a formação de depósitos residuais que podem surgir quando as velocidades são muito baixas, bem como para prevenir choques hidráulicos, vibrações e falta de pressão que pode ocorrer se as velocidades forem muito altas, causando problemas na rede. 

    Para assegurar o bom funcionamento, a velocidade de escoamento deve estar entre o mínimo regulamentar de 0,5 m/s e o máximo de 2,0 m/s.

    Depois de verificar as velocidades, é crucial analisar a pressão em cada ponto da rede de distribuição de água. Para que a água chegue a todos os dispositivos de forma eficaz, com o caudal e a pressão necessários, é preciso calcular as perdas de carga ao longo da rede e considerar os desníveis que precisam ser superados. 

    As perdas de carga podem ser contínuas ou localizadas. As perdas contínuas ou lineares ocorrem ao longo do percurso da rede devido à rugosidade das tubagens. Este tipo de perdas de carga são obtidas através de ábacos construídos com base na expressão de Flamant: 



    As perdas de carga que ocorrem em pontos específicos da rede devem-se a mudanças locais, como a alteração da direção do fluxo, variações na altura da rede e caudal, devido a válvulas e contadores. 
No sistema de Água Quente Sanitária (AQS), estas perdas também são significativas. 
    De forma simplificada, pode-se considerar que os contadores têm uma perda de carga de 0,60 m.c.a., as válvulas de seccionamento têm 0,25 m.c.a., as válvulas de antirretorno têm 0,25 m.c.a., e o acumulador elétrico tem uma perda de carga de 2,50 m.c.a. 
     De forma a avaliar os outros tipos de perdas de carga localizadas que ocorrem ao longo do traçado (como é o caso das mudanças de direção), que são de difícil quantificação, os valores obtidos para as perdas de carga lineares deverão ser agravados em 15%. 
     Uma vez calculado todas as perdas de carga, verifica-se a pressão mínima no ponto mais distante da rede, de modo a assegurar que é superior a 10m.c.a, valor de referência. 
    Garantir a pressão adequada nesse local e contabilizar as perdas de carga, assim como as diferentes alturas dos equipamentos, assegura que a água chegue com o caudal e a pressão apropriados a qualquer outro ponto do sistema. Com todas as condições necessárias verificadas, o cálculo é concluído e pode ser detalhado na memória descritiva e justificativa do projeto. 
    Esta memória deve incluir, de forma clara, as características gerais do edifício, uma descrição minuciosa da rede projetada, o método de cálculo utilizado, detalhes das construções, as propriedades dos materiais escolhidos e os requisitos mínimos para os sistemas de água quente sanitária (AQS) mencionados anteriormente. 
    Para além da memória e dos cálculos, os desenhos técnicos são essenciais para o projeto de abastecimento de água. Além das plantas, é também normalmente necessário incluir isometrias da rede e cortes.


Caso de Estudo: PASSIVE HOUSE

 

A primeira marca de construção passiva foi formalizada em 1988 pelo Prof. Bo Adamson e Dr. Wolfgang Feist. Como resultado, construíram o primeiro edifício passivo em Darmstadt, Kranischtein, em 1991:

  • 90% de economia nos custos de aquecimento em comparação com o standard
  • 27 anos depois, o edifício continua a ser tão eficiente como aquando da sua construção. 

Os edifícios passivos combinam conforto térmico, qualidade do ar interior e baixo consumo de energia. 

Em termos de aparência não é possível reconhecer uma casa passiva, na verdade é um padrão de desempenho e não um método de construção específico. Os edifícios passivos têm de satisfazer os requisitos da procura de energia, mas existe total liberdade de escolha dos métodos para alcançar tais requisitos (betão, madeira…).

A casa passiva poupa 90% da energia utilizada para aquecimento numa construção standard e 75% no caso de uma nova construção.

  • Possível em qualquer lugar do mundo (
  • Adequado para diferentes tipos de construção (edifícios residenciais, como cinemas, escolas ou escritórios)
  • Técnicas de aquecimento ou arrefecimento a adaptar em função do clima

É bastante difícil alcançar o padrão da Casa Passiva quando se trata de renovação, especialmente devido às dificuldades encontradas na redução de todas as pontes térmicas e isolamento do exterior. Por esta razão, existe uma norma de Casa Passiva específica para a renovação (EnerPHit = Energy Retrofit with Passive House Components): 

  • Critérios de desempenho menos exigentes
  • Oferecer ao cliente uma garantia de qualidade na modernização da sua casa

  • Excelente isolamento térmico da envelope exterior do edifício
  • Caixilharias isolantes e vidros de alta qualidade, de preferência certificadas pelo Instituto Passivhaus
  • Minimização de pontes térmicas
  • Envolvente do edíficio estanque ao ar
  • Sistema de ventilação com recuperação de calor
  • Se algum dos seguintes critérios não for cumprido, o edifício não será elegível para a certificação Passivhaus!

    • Necessidades de energia para aquecimento/arrefecimento  ⩽ 15 kWh/m².ano ou carga de aquecimento/arrefecimento ⩽ 10 W/m²

    Numa casa tradicional, as necessidades de aquecimento são de cerca de 60-150 kWh/m2a (4 a 10 vezes mais do que numa casa passiva). A carga máxima para aquecimento numa casa tradicional é de cerca de 30-50 W/m2 (3 a 5 vezes mais do que numa casa passiva).

    • Estanquidade ao ar do edifício n50 ⩽ 0.6/h

    Numa construção tradicional, todas as pequenas fugas de ar que  são possiveis através de pequenos orifícios na construção, é como podem equivaler a uma abertura de 40×40 cm na parede. Numa casa passiva, a área total de fugas de ar equivale ao tamanho de uma moeda de €1.

    • Necessidades de Energia primária ⩽ 120 kWh/m².ano ou necessidades de energia renovável primária  ⩽ 60 kWh/m².ano

     

    • Frequência do excesso de temperatura (25ºC) ⩽ 10%